??
Seguidores
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
RECADINHO PARA MAMÃE
VOLTA ÀS AULAS
Mamãe, meu sucesso depende também de você! Ajude-me a ser pontual em tudo.
Oriente-me na consulta ao Horário de Aulas, para que eu não esqueça materiais em casa.
Procure saber das novidades que aprendi na escola.
Meus trabalhos são de grande importância para mim. Não os critique!
Não fale de meus professores perto de mim, nem que os meus irmãos são mais inteligentes do que eu.
Oriente-me nas tarefas escolares com carinho e paciência.
Mostre interesse em tudo o que eu lhe relatar.
Ajude-me a ser um(a) aluno(a) exemplar.
obrigado(a)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
LEITURA PARA O PRIMEIRO DIA DE AULA
Minhas férias, pula uma linha, parágrafo.
O primeiro dia de aula é o dia que eu mais gosto em segundo lugar. O que eu mais gosto em primeiro é o último, porque no dia seguinte chegam as férias.
Os dois são os melhores dias na escola porque a gente nem tem aula. No primeiro dia não dá para ter aula porque o nosso corpo está na escola, mas a nossa cabeça ainda está nas férias. E, no último, também não dá para ter aula porque o nosso corpo está na escola, mas a nossa cabeça já está nas férias.
Era o primeiro dia e era para ser a aula de português mas não era porque todo mundo estava contando das férias. E como todo mundo queria contar mais do que ouvir, o barulho na classe estava mesmo ensurdecedor. O que explica o fato de ninguém ter escutado a professora gritando para a gente parar de gritar. Todo mundo estava bem surdo mesmo. Mas quando ela bateu com os livros em cima da mesa a nossa surdez passou e todo mundo olhou para ela.
Ela estava em pé, na frente do quadro e ficou em silêncio, com uma cara bem brava, olhando para a gente.
Quando um professor está em silêncio com uma cara bem brava olhando para você, é melhor também ficar em silêncio com uma cara de sem graça olhando para um ponto qualquer que não seja a cara brava do professor.
A professora puxou a cadeira dela e se sentou.
Atrás dela, no quadro negro, eu vi decretado o fim das nossas férias e o fim do nosso primeiro dia de aula sem aula. Estava escrito:
“Redação: escrever 30 linhas sobre as férias.”
(...)
Quando a gente transforma as nossas férias numa redação, elas não são mais as nossas férias, são a nossa redação. Perdem toda a graça. (...)
De repente, as nossas férias ficaram silenciosas. Onde já se viu férias sem barulho?
E, além do mais, eu tenho certeza de que a professora nem quer saber de verdade como foram as nossas férias. Ela quer só saber como é a nossa letra e se a gente tem jeito pra escrever redação. Aqueles dois meses inteirinhos de despreocupações estavam prestes a virar 30 linhas de preocupações com acentos, vírgulas, parágrafos e ainda por cima com a letra legível depois de tanto tempo sem treino.
domingo, 29 de janeiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
CRÔNICA DE NATAL
Eu devia ter uns cinco ou seis anos.
Quando a mamãe, com pressa, se esqueceu do ritual do Papai Noel. Aproveitou que era véspera de Natal, que o papai recebera algum dinheiro extra e me levou até um bazarzinho ao lado do antigo mercado de Mogi. O dono da loja nos atendeu e mostrou as últimas novidades em brinquedos. Um velocípede azul e vermelho faiscava na vitrine. Era o que eu pediria ao Papai Noel. Mas nem precisei. Mamãe pagou e já levou. E enquanto íamos pra casa, já anoitecendo, ela foi me avisando que o brinquedo ia ser dado depois. Pelo Papai Noel. Me levou pra dormir na casa da minha vó (naquele tempo, bem pertinho da minha casa).
Eu não estava entendendo bem a história.
Mas pelas tantas da noite vi minha mãe chegando ao quarto da minha avó, onde eu estava deitado, para colocar o velocípede ao lado da cama.
No dia seguinte eu já poderia brincar com o meu presente, trazido pelo “Papai Noel”.
Só que naquela noite, por falta da continuação do ritual, “caiu a ficha”. Eu descobrira que o Papai Noel nem sempre vinha pessoalmente. Usava mães, pais, avós, para fazer chegar até nós os brinquedos desejados. Provavelmente estava por trás até mesmo de quem fizera chegar o dinheirinho extra para o papai.
Os anos seguintes continuaram me mostrando Papais Noéis com várias caras.
Uma vez era minha madrinha trazendo da fábrica onde ela trabalhava, um caminhãozinho de lata e uma espingardinha de rolha. Outra vez era minha tia-avó Conceição mandando castanhas e frutas exóticas para a noite de Natal, ou minha avó ou as primas dela me presenteando com o meu objeto de sonho: os grandes “almanaques do Globo Juvenil”, de capa dura, envelopados e transbordando de maravilhosas histórias em quadrinhos.
Os tempos passaram, a infância foi para o lugarzinho especial onde todos a guardamos, mas o velho Papai Noel continuou comparecendo.
Através dos primeiros mimos natalinos de uma namorada, dos colegas do escritório, dos amigos secretos...
Sempre o bom velhinho fazendo de conta que não é ele... Mas nos fazendo chegar lembrancinhas gostosas, simples ou sofisticadas, com gosto de Natal.
Até que houve um certo dia (ou certa noite, provavelmente), quando minhas filhinhas já tinham chegado, em que tive a revelação.
Estivera enganado a vida inteira.
Está certo que todos tinham me enganado com a melhor das intenções. Mas como é que eu não me dera conta disso?
Foi quando me peguei ajeitando, sorrateiro, os presentes das minhas filhas sob a árvore de Natal.
E de novo “caiu a ficha”.
Papai Noel era eu... também.
sábado, 26 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)


































